Fanart#4

Fanart#4



Autora: Virgínia Cardoso de Toledo
Idade: 19 anos
Estado: São Paulo
Técnica: Tradicional
Materiais: Lápis Faber Castell(cor), lapiseira, borracha e caneta nanquim.
Comentário:


OWAOHOHO! Eu não sabia se colocava como página oficial da Gijinka (como "outros desenhos") ou se colocava na categoria de fanart. Mas, enfim, demorei uma semana para fazer esse desenho no meu sketchbook e achei simples. De todo modo, espero que gostem!

Shimezo é um Croagunk que não defini o sexo e nem gênero, mas me baseei no vocalista do Tokyo Hotel (QUE SER LINDO SOCOR). El* trabalha no Swap Shop, mesclando itens e miçangas para fazer suas arte armas/objetos a pedidos dos Pokémon.

*Observação: escolhi não definir qualquer características físicas que a/o classifiquem como homem ou mulher, mas coincidentemente, acabou ficando "swap", ou seja, troca. A ideia não foi ofender ou fazer piada sobre questões de gênero, mas sim não definir nenhum a essa personagem.

3 ANOS DE MYSTERY DUNGEON



3 ANOS DE MYSTERY DUNGEON!! (?)
(toma ae essa arte trash, mas adorei)


MANO DO CÉU, EU FIZ OUTRO POST ATRASADO ATÉ NO ANIVERSÁRIO DE MYSTERY DUNGEON, MAS, CHEGUEI!

Dias de internet caindo, sem PC, fazendo trabalhos de faculdade, estudando calculo, coisas do PC e Arduino que você nunca achou que descobriria (ou foi cedo demais que descobriu e ficou chocada), cuidando da casa e dos seus irmaozinhos, escrevendo yuri outras historias, desenhando sketchs, lembrando que tinha um blog e uma fanfic pra fazer, vivendo mais um monte de coisa.

Mas enfim! Estamos aqui, eu fazendo um post rápido e uma montagem mais rápida ainda! Caraca, 1095 dias com esse blog ativo! Na verdade, 1096 né, chegou atrasada no próprio aniversario da fanfic.

Foram dias de Sally, de Glória, de Ellie, de Luta, e aventuras! Estou muito feliz! Obrigada a todos que acompanharam e aos novos leitores!

Como o tempo passou bem rápido. Parece que foi ontem que eu estava conversando com o Canas se eu poderia entrar na Aliança e escrever essa historia que ficava na minha cabeça! Mystery Dungeon é uma das minhas franquias favoritas. Sky foi o meu favorito até agora! Tantos sonhos, tantas ideias... Tentarei coloca-las nesse blog.

Eu fico muito agradecida por essa oportunidade. Obrigada!

Que venham mais anos! E MAIS CAPÍTULOS, POR FAVOR





Notas da Autora#16




Minha nossa, quanto tempo!

(Lembrei que esse blog existia, rçrçrç)


Senti muita vontade de escrever algo nesses tempos, revisar meus capítulos. E eu precisava de vontade, definitivamente, haahauha.

Faz quase meio ano que não postei nada! E também, esqueci que tinha blog. Ou de uma cachorra, livros, jogos, cadernos em branco... Mas aos poucos, vou preenchendo esse espaço. *suspira*

Enfim, sobre o capitulo!  (Spoilers)

Acabei refazendo ele inteiro, e ficou por volta das 2.800 palavras, uma boa quantia, acredito eu. Espero que gostem do meu estilo de escrita, pois com o tempo, eu acredito estar mudando, para melhor. (POR FAVOR, SIM)
Eu vou olhando como eu escrevia anteriormente e ... Jesuix, ate me assusto, como eu escrevia muito mal. Mas, pratica me leva a um patamar decente, acho. Imagina aquela que eu deletei? Nem olho, socorro.



Também, uma boa noticia! Venho arrumado meus Gijinkas e irei refaze-los. Vou tentar algo digital, nem que seja penas o torço. MEXER NO DIGITAL É MUITO LOUCO MANO, TEM QUE TER O TRAÇO BOM TA LIGADO, E A MÃO TREME, SEI LÁ.  Mas, irei tentar.

E enfim, sobre o capitulo, imaginei que conseguiria lidar com a as mecânicas da historia. Li um manga que tinha um sistema de RPG na historia, com drops, bosses, torres e etc. Pensei em mudar algumas coisas na Fanfic também!

Como uma ala medica na Guilda. (Que se dane o hospital, quero nem sabe, rçrçrçrç)


Como um sistema de GPS a Explorer Badge. Possivelmente a explorer badge sera uma celualar ate o final da historia, por que mano do ceu, vai ter que ser.

E o fato de haverem *pessoas * que não cumprem com seus deveres! Ou seja, aplicarem um golpe ( E de Golpe a gene entende ne, ou não) em seus clientes. Não havia isso no jogo, mas também não havia varias coisas no jogo :v
Isso pode ser adicionado a mais uma categoria de ladroes no Outlaw Job. Essa ideia me veio e pensei em introduzi-la.

E mais uma personagem nova! Cailynn! Pensei nessa Riolu, e gostei muito dela. Posso não ter escrito muito sobre ela, mas as coisas virão aos poucos. (Entenderam, virão aos poucos? COM CERTEZA NÃO É O PASSADO DA SALLY, KKKKJJJJJ)


(Desculpa Sally)

E Maya é multi funcional, tipo enfermeira e administradora da coisa toda. Com Teresa, achei interessante ela desenvolver alguns poderes de cura. (Achei bem fofo, me julguem).

E Sally tem varias formas ne. ELA ATACA, ELA PROTEGE E ELA FAZ AMIZADES. É isso.
*drop the mic*

É isso.

Espero que tenham gostado! Obrigada por lerem!

Capitulo 16: Cailynn















Sally tossiu, cobrindo seu nariz com suas mãos. O tempo havia estado seco, até mesmo para Ellie e não demorou muito para que a garganta da Totodile ficasse seca e tivesse que pegar sua garrafa personalizada (recém adquirida-uma barganha, segundo ela). Bebendo de pequenos goles, grunhiu até a sua voz voltar ao normal.

- Cara, detesto clima seco. -Resmungou baixo, voltando a guardar sua garrafa na mochila.- É por isso que eu gosto do outono.

- Outono é um pouco menos seco e chove bem.-Respondeu Ellie, girando a caneta em suas mãos.- E podemos pegar esse quest aqui.

Pegando um pedaço de papel no Bulletin Job, mostrou a Sally, que rapidamente acenou com a cabeça. Então, subiram as escadas. 



***


- Charles, querido, aonde estão Sally e Ellie?

- Oh, Maya!- Se aprumou o Chatot, ajeitando seu terno.- Elas saíram agora. Gostaria que levasse algum recado a elas?

A Wigglytuff colocou uma mão em seu queixo e outra na cintura. 

- Não, não seria preciso. Mas, Charles, poderia convocar amanhã todos os membros da guilda?- Pediu, inclinando sua cabeça para o lado. 

Charles suspirou, abaixando os ombros. Por fim, sorriu e confirmou o pedido da Guildmaster.



 ***



- Tudo pronto. FINALMENTE.- Exalou Sally, expreguiçando os braços, bocejando logo em seguida. - Acho que não vai demorar muito né?

- Oh. Por que?- Ellie levantou, terminando de conferir as malas.

Colocou a alça no ombro e a jeitou. Bateu a sola dos sapatos, como um costume que tinha. Era tão discreto que achou que Saly não havia percebido também.

- Ashara ainda está na cidade, não está? Vocês não combinaram de ir ao Spinda Café?

- É mais uma competição pra ver quem aguenta o Shake mais doce. Minha sorte, é que guardamos algumas Gummis.

A garota estava tão ansiosa que que mal mantinha seus pés parados no chão, suas mãos em constante movimento, seja na cabela, tocando nos cabelos, ajeitando seu blusão. Até mesmo revirando o nó de seu lenço amarrado no punho, por de baixo da blusa.

- Vocês duas não pegam jeito quando não estão trabalhando, pelo visto.- E suspirou Ellie, derrotada.

E andando até as Crossroads, Sally balançou a cabeça, os cabelos curtos batendo em seu rosto levemente.

- Eu só percebi que tem pessoas muito legais ao meu redor. Então quero aproveitar meu tempo com elas e fazer novas memórias! É maravilhoso.



***



Deslizando os papeis em sua pequena mesa, Gerren abriu outras duas gavetas, procurando outros documentos, e ao achar o que precisava, se dirigiu a porta. No momento em que girou a maçaneta, a porta foi empurrada e uma grande figura apareceu.

Era o seu oficial, Magnezone, com seu porte musculoso e largo. Ele precisou abaixar a cabeça, para observar Gerren nos olhos, como um sinal do confiança. Seus olhos eram vermelhos com um tom de marrom, quase escondidos por de baixo das sobrancelhas grossas.

- Gerren, você resolveu bem o seu caso.- E acenou a cabeça devagar.- Tirando o fato de que envolveu uma civil.

Novamente, o Growlithe manteve as costas eretas, por mais difícil que fosse depois de seu chefe apontar uma falha sua. Ele estava correto, mas não era qualquer civil. Fora Ellie que o ajudara em sua missão e ela mereceria créditos por isso.

- Senhor, a civil é Ellie, uma exploradora da categoria Silver na Guilda Hopes and Dreams. Ea foi de grande ajuda, já que havia uma emboscada.

- Mesmo vocês dois tendo a categoria Silver em comum, isso não diz ao respeito que ela não deveria ter se envolvido nisso sem aviso prévio.- E ele apoiou os as mãos em sua cintura. - Gerren, na próxima vez que isso ocorrer, você deve preencher a ficha dos envolvidos. Estamos entendidos?

- Sim, senhor.- E acenou a cabeça, compreendendo.

- Excelente.- Falou de um modo automato, como convinha alguns Pokémon do tipo Steel.- Traga-a a mais rápido possível para que ambos peguem as recompensas.

E se virou, prestes a fechar a porta.

- Gostaria de conhece-la.

E fechou com um baque.




***



O inimigo de Sally caiu no chão, derrotado no combate corpo a corpo. Ela então recolheu o item deixado para trás, outra Blue Gummi, e sorrindo, guardou-a em sua mochila. Ellie acenou com a cabeça, voltando ao andar.

- Eu acredito que estamos bem perto dessa vez.- Sussurrou a Snivy, pegando a Quest e conferindo com o sensor de sua Badge.

- Não tem como não acha-la.- Disse Sally, virando o rosto. - Digo, ela mandou um pedido de socorro, certo?

- Sim, mandou. Mas o sensor do mapa não coletou dados sobre. E já estamos quase no fim da Dungeon...

- Hey, Ellie, já parou pra pensar se ao resgartamos, não haveria recompensa?- Perguntou, colocando as mão na cabeça.

A outra garota diminuiu seus passos, um pouco surpresa.

- Bom, ou eles podem cumprir conforme está na recompensa... Ou ficarão devendo a recompensa. Acredito que o nome fique comprometido, se eles não entregarem o que foi escrito...

- E se não pagarem? E se fugirem?

A Totodile girou a cabeça, tão rápido que até a Snivy se assustou e exclamou um "Oh", baixinho.

- Não vi casos desse tipo.- Respondeu.- Ashara também trabalha com isso, pelo que Rocha me falou.

- Ué, ela trabalha?

- Sim, Sally. - Resmungou.- Eles vão de Guilda em Guilda, recolhendo dados e os enviando para o Conselho. Eles verificam se os times de exploração cumprem as regras, e se a Guilda está de acordo com as normas. Se você parar pra pensar, deve ser difícil manter uma guilda...

Por um momento, Sally pensou que sofriam abuso- o fato de terem apenas uma baixa porcentagem do dinheiro que recebiam nas missões. Mas, ao menos, recebiam os itens. Afinal, era como Ellie disse: não deveria ser fácil manter um lugar daqueles. Sejam pagando os membros que trabalhavam ali, as manutenções, alimentação, iluminação...

- Sally, você sequer pensou que podem haver exploradores que exigem recompensas de alto nivel, mesmo que já tenham recebido o lucro de um Quest?

Sally não pestanejou em perguntar.

- Isso não é contra as regras?

- É, é sim. E que, ainda por cima, perseguissem seu cliente, exigindo outras formas de pagamento?

- Isso seria horrível!- Gritou a garota, começando a se enfurecer.

- Por isso há Pokémon como Ashara, que seguem as regras do jogo.



*



Algum tempo depois, o sinal da Badge de Ellie começou a piscar, revelando um ponto amarelo não muito longe de sua atual localização. Elas se empolgaram, mas acabaram descobrindo que havia uma parede grossa as separando.

- Tá de brincadeira, não é?- Berrou Sally, seu grito ecoando por toda aquela sala.

E antes que Ellie respondesse, sua Badge apitou, e ambas se viraram a tempo de ver outro Pokémon chegando em sua direção. Se tratava de dois Psyducks, Pokémon nativos da Waterfall Cave. Por suas expressões, estavam tão surpresos quanto a dupla.

Eles esperaram os inimigos se aproximarem, mas não ouve movimentos.

- Sally, acho que não precisaremos lutar...- Sussurrou Ellie, dando poucos passos na direção do corredor. Era como se seus passos não emitissem nenhum som.

- Mas, eles... nós não devemos lutar sempre?- Perguntou, indecisa. Sally ainda não havia se movido de sua posição. - Os Pokémon daqui não são... Selvagens? Digo, eles não são alterados a ponto de nos atacarem?

- A grande maioria sempre foi assim, Sally. Vamos.

E se virando devagar, a dupla saiu rapidamente, e os dois Psyducks continuavam parados em seus lugares.



*


- Espero que eles não apareçam de novo.- Falou Sally, ingerindo uma Oran Berry.

- Você sabia que os Pokémon de dentro das Dungeons, são diferentes? Eu já vi boatos de alguns exploradores de que eles não atacam vendedores nas Dungeons, mas os próprios exploradores. E que ao serem recrutados, eles agem normalmente, como nós.

- Hey, Ellie, como pode isso? Quer dizer que se recrutarmos os Pokemon da caverna, eles viram... Gente?

- Teoricamente, já que foram poucos Pokémon que quiseram sair de suas Dungeons. Eles nascem e vivem uma vida inteira aqui. Dungeons são grandes demais, e talvez contenha lugares que nunca saberemos...

- Como vilas escondidas? - Perguntou, começando a morder uma maça enquanto andava.- Tesouros?

- Sim. Espero que um dia, a gente ache uma dessas. E que ninguém saia prejudicado.

Quando perceberam, estavam na sala certa. A Badge das garotas emitia uma luz constante amarela, indicando que o outro Pokémon a ser resgatado, estava próximo. Atravessaram por entre as pedras e as pequenas poças, avistando enfim, outro Pokémon.

A forma estava escondida entre duas pedras, agachada e se cobrindo. Possivelmente tentando se aquecer, já que fazia um pouco de frio nessa ultima sala.

E também, se podia ouvir o som de água caindo, como uma cachoeira do outro lado das paredes. Afinal, quem havia tampado esse buraco? E por que surgiu outro? A primeira resposta em sua mente foi a de Ashara, Rocha e Diana. O trio era forte o suficiente para mudar algumas estruturas da Dungeon, se agissem juntos. Sally perguntaria isso na próxima vez que os vissem.

Por fim, se aproximaram e Sally se agachou, mais a vontade do que Ellie, que ainda estavam para trás, observando.

- Oi, você é quem procuramos?- Perguntou a Totodile, um pouco descontraída.

A figura revelou ser uma garota, de cabelos azuis escuros e olhos vermelhos, que tinha algumas lagrimas secas no rosto. Ela franziu o rosto antes de perguntar.

- Quem você procura? - Perguntou, num tom triste.

- Aqui, ó. - E Sally acenou para Ellie, que deu a Quest em sua mão.- Aqui diz que uma Riolu, Cailynn, procura ajuda. É você, não é?

- Sim.- E acenou a cabeça. - Vocês chegaram... Isso é bom.

E quando a garota tentou se levantar, a mesma caiu, mas foi segurada por Sally que se moveu rapidamente. Ela olhou para Ellie surpresa, antes de tombar a cabeça para o lado e seu corpo ficar mole.


*


Retratando o ocorrido na Guilda, Ellie saiu do escritório de Maya, se dirigindo para o outro quarto, onde Sally estava. Chatot, na qual conversara e anotara tudo que a Snivy disse, a seguiu um tempo depois, fechando a porta.

Teresa, a Sunflora, mantinha suas mãos acima do corpo da garota deitada na cama, uma luz verde saindo de suas mãos. Quando os Pokemon estavam no mais completo silêncio, Maya, que examinava a Riolu desmaiada, se levantou e guardou os equipamentos, Teresa recebendo um sinal para parar oque estava fazendo. Ela se aproximou de Charles, que apenas acenou para ela.

- Não há nada para se preocuparem. Fizeram bem em traze-la para cá.- Sorriu. - Temos sorte de ter Teresa, que entende mais do que eu sobre primeiros socorros.

- Não é preocupante, foi apenas uma exaustão. A julgar pelos sintomas, ela teve uma grande carga de estresse e desmaiou. - A mulher loira se levantou, suspirando.- Ela vai estar bem amanha.

Acenando e murmurando um "boa noite" baixo, ela saiu primeiro. Charles fechou a porta, começando a falar com sua voz grave.

- Gostaria que, se ela acordasse, viessem me avisar imediatamente. Enquanto isso, peço que uma de vocês permaneça nesse quarto, para que ela não acorde sozinha.

Ambas as garotas se olharam, e Sally moveu os ombros.

- Okay, eu fico então.

- Amanhã resolveremos esse caso. - Respondeu o homem de terno, abrindo a porta.

- Tenham uma boa noite, meninas. -Disse Maya, acenando e saindo da sala.

Quando se foram, Sally se deitou na cama do outro lado, enquanto Ellie se aproximou da Riolu, que dormia profundamente.

- Urgh, sério, quando foi que construíram essa sala? Eu não sabia dela e ela fica bem no inicio do corredor.

- Charles me falou hoje que essa sala quase foi esquecida, pois não é muito usada. E também, o Heitor acabou esquecendo de colocar a placa dessa sala. - Disse cansada.

- Bom, melhor dormimos.-Disse, terminando de se ajeitar.- Boa noite Ellie.

- Vou para o quarto. Noite, Sally.


*


Quando era tarde, por volta de umas duas da madrugada, Sally não conseguia dormir.

Não sabia se era por causa da cama, que era macia demais, ou o travesseiro, um pouco mais grande do que usava na hora de dormir. Por fim se revirou novamente e se sentou, acendendo o abajur ao seu lado.

Para sua surpresa, a garota da cama estava de pé, prestes a abrir a porta. Ela tentou abrir, mas estava trancada.

- Mano, Cailynn, que você ta fazendo?- perguntou Sally, se levantando da cama. Ainda estava com as suas roupas de exploração, fazendo com que a garota a reconhecesse.

- Oh! Foram vocês que me salvaram? É por isso que estou aqui?- Perguntou, surpresa, mas não se afastando da porta.

- Bom, sim. - Respondeu Sally, se aproximando.- Você tá legal? Acho melhor você dormir e amanhã resolvemos isso.

A garota pareceu refletir sobre, mas Sally conseguiu ver a sua face pensativa na escuridão.

- Você estava pensando em fugir?- Perguntou devagar.

- N-não! Imagine, eu, fugir, hehehe...

Sally conseguiu farejar a mentira, nem precisando fazer esforço. Mas ainda sim, sentia um pressentimento da garota, neutro. Era diferente, de como sentiu dos outros Pokémon que conheceu antes. Alguns haviam um bom pressentimento, como Ellie, Gerren, Ashara e o pessoal da Guilda. E ruim, como na vez que desconfiou sobre Skulltank e seus parceiros.

- Quem é você? Por que quer sair sem avisar?- Sally perguntou num tom diferente, e por um momento, sua figura ficou entre as sombras, apenas parte do corpo iluminada pela luz frágil do abajur.

- B-bom... Eu... Olha, me desculpe, eu preciso sair.- Disse, começando a se assustar, se encostando na porta a frente de Sally.

- Não tem como sair dessa Guilda a essa hora da noite.

O clima estava começando a ficar estranho, e o medo e ansiedade da garota a sua frente eram tão perceptíveis quanto as pernas que tremiam. Sally estava parada, imóvel. Como um predador observando sua presa, ela apenas fez o que o corpo mandou.

- Por que quer fugir?

- B-bom... É que... Eu não tenho dinheiro o suficiente para pagar pelo seu serviço.

- Acho que, fugir não é a melhor opção.- Respondeu, saindo das sombras e acendendo a luz quando se aproximou da Riolu, que recuou.- Não fique muito preocupada com isso. Charles e Maya vão pensar em algo sobre isso.

- Quer dizer... Que vocês não irão me roubar? Mesmo eu tendo mentido sobre a recompensa?

Sally se surpreendeu, arregalando os olhos. Agora que seus pensamentos se alinhavam e se encaixavam com oque Ellie dissera antes, enquanto estavam na Dungeon. E se realmente houvesse Teams que roubavam ou achavam outras formas de pagamento?

Não, esse não seria o caso de sua Guilda. Mesmo não tendo lido quase todo o livro de regras como Ellie, saberia que não poderiam fazer isso. Charles e Maya eram muito inteligentes para isso, e sabiam que cumpriam com as regras do Conselho dos Pokemon. Mas, Sally não tinha certeza, e não gostava de falar do que não tivesse muita certeza.

- Eu não sei o que vai acontecer, mas você não precisa se desesperar pra isso. Eles irão dar um jeito.

A garota pareceu relaxar um pouco os ombros. A aura do ambiente não era mais assustadora, mas amigável pela expressão de Sally, que ficou relaxada e sorriu. A garota então se sentou na cama, o sono voltando.

- Eu... Espero que de tudo certo.

- Enquanto isso, você não quer me falar como foi parar na Waterfall Cave?- Sally sugeriu, também se sentando na cama.

- ... Bom... Eu estava com meu amigo Vergil, um Jolteon.- Começou devagar, olhando para o chão.- Nós formamos essa coisa de Time de exploração por causa dele, e ao ouvir noticias numa vila aqui por perto, decidiu explorar essa tal de..Waterfall Cave. E quando menos esperávamos, fomos derrotados por uma... Como era o nome? Monster House? Foi assustador.

A garota, Riolu, mexeu em suas mãos enluvadas, como se sentisse algo passar por elas. Talvez o medo que sentiu naquele momento. Antes de continuar, ela percebeu algo e perguntou.

- A-ande estão minhas botas?- Ela olhou aos redores.

- Bem ali.- E Sally apontou para o canto esquerdo da sala. - A nossa enfermeira tirou pra você. E olha, acho que não dá pra fugir sem um calçado né?

A garota riu, mesmo que pouco. A Riolu suspirou, um pouco aliviada. E continuou.

- Tem razão. Mas... Bom... Depois dessa Monster House ele desapareceu e eu não.

- Despareceu?- Perguntou Sally, surpresa.

- Sim. Não sei o que aconteceu com ele, mas senti que se passou muito tempo e enviei um pedido de socorro com uma recompensa grande... Que não tinha como eu pagar tudo aquilo. Como havia dado quase todos os meus itens para ele durante a batalha e não sobrou muito... Bom, não me admira que eu desmaiei...

- Vocês tem a Explorer Badge?

- Explorer Badge?- Disse, confusa.- O que é isso?

- Bom, essas coisas aqui.- E Sally pegou de sua mochila. - Veja, é uma insignia, que mostra que pertencemos a uma Guilda. Nunca pensei que não-exploradores tentassem explorar as Dungeons...

- Mas, por que sera que ele desapareceu?- A Riolu voltou a pensar, falando num tom triste.- Eu não consigo parar de pensar nisso.

- Hum....

"Pense, Sally. De duas ou uma. Ele poderia ser um explorador, mas não contou a Riolu e quando falharam, a deixou ali... Ou ele pensou em algo e voltaria para a Dungeon... Mas, se passaram muitos dias... Ou ele traiu a confiança de Riolu e fugiu, ou ele poderia ser um bandido que atuou e por fim a roubou...."

- Eu não sei por que, mas descobriremos isso.- Se assegurou Sally, acenando positivamente com a cabeça.

- Eu... Não perguntei o seu nome. Como se chama?

- Eu sou a Sally. E acho melhor nós irmos dormir.- Falou, bocejando tão alto que a própria Cailynn bocejou logo depois.

Dito isso, ela se levantou e ao apagar a luz do quarto, correu para a sua cama. restava somente a luz do abajur.

- C-certo. Eu posso dormir nessa cama?

- Você estava ai antes, então seria ate melhor.- E se enrolou em seus cobertores, ajeitando-se no colchão.- Quanto melhor descansar, melhor estará para amanha, não é?

- Tem razão. -Concordou, se deitando também.- Então... Boa noite Sally.

- Boa noite.

- E... Obrigada por me ajudar.- Sussurrou baixinho, tendo certeza de que a garota não ouviu.









Notas da Autora#15


AHHHHHH EU CONSEGUI POSTAR UM CAPÍTULO ANTES DO NATAL, YEY!!




Faz uns 3 meses que não postei um capítulo, =p
Mas não acharam que eu iria sumir, não é? Mesmo sentindo que falo com os fantasmas

De qualquer maneira, vamos ao capítulo. Eu o havia feito há muito tempo, e tive a chance de revisa-lo. Não me sinto muito bem alterando grandes coisas, já que é algo que me acompanhou e me mostra o quanto eu devo evoluir :v
Sobre os personagens, eu fiz o team Razor Wind, um pequeno sketch


Eu particularmente gostei da Kara xD

Sobre a Gabite, ainda não defini seu visual. Mas logo colocarei aqui.

Espero que tenham gostado! E por via das dúvidas, um Feliz Natal e Ano Novo ;)



Capitulo 15: Spinda Bar















Team Brave Heart havia feito seu costume matinal. Depois de três dias, Sally e Ellie estavam ainda
mais empolgadas com as missões.

Quando saíram da Treasure Town, encontraram outros três Pokémon na entrada de Spinda´s café. O primeiro era verde e com asas, duas longas pinças e corpo resistente. Estava alegre, provavelmente contando uma piada ruim, pois os outros dois, abanaram negativamente a cabeça.

O segundo era branco, com uma grande mancha vermelha em seu rosto e outra no peitoral. Havia duas grandes garras, afiadas e com unhas negras. Seu focinho era pequeno e triangular, além de preto. Sua pupila era azul e seu olho era fino e com um aspecto intimidador. Seu rosto apesar de parecer severo, logo voltou a sorrir.

O último, era um pouco menor e mais curvado. Tinha inúmeros espinhos nas costas e olhos negros. Duas garras igualmente afiadas e grandes, que usava para cavar facilmente a terra.

Ao verem as meninas se aproximarem, Zangoose foi o primeiro as comprimentar.

- Olá! –saudou, movendo uma de suas garras. A voz era feminina, e logo sorria.

- Olá! Ainda não nos conhecemos. Mas vimos vocês por aqui. Somos o Team BraveHeart. Sou Ellie, e esta é Sally.

- Sou Karen. E estes são os meus parceiros     .

- Me desculpem. –intrometeu Sandslash, com seus olhos arregalados, de quem não dormia há noites. - Mas ficamos em duvida desse Spinda Café. É bom?

- OH. –e Ellie se afastou com a exaltação de Sally. – É um dos melhores lugares pra se pegar um Shake! Vocês não vão se arrepender. E tenham gummis.-apontou.- MUITAS GUMMIES!

O trio Razor Wind havia entendido e acenaram com a cabeça. A Zangoose, que parecia ser a líder, levantou suas garras, como num sinal de despedida.

- Nesse caso, voltaremos depois. Até mais.

Mas Scyther, deu meia volta e disse:

-Ah! Não se vocês sabem, mas as vezes, aparece algumas Bottles com quests na praia. Nós nunca encontramos uma dessas.

- Mas se derem sorte...-terminou Sandslash, olhando para baixo.

- Bottles com quests?- Sally pergunta, olhando para Ellie.

- Vejam por si mesmas. É mais divertido. Bem, até mais garotas!

-Vamos dar uma olhada, Sally.

Desceram rapidamente as escadas. Sally correu, e avistou algo brilhante na praia. Então se agachou e afastou a areia. Quando terminou, ergueu o item como se fosse uma preciosidade.

- ACHAMOS UMA! ELLIE! SACA SÓ!

- Mas, Sally, isso ai é uma lata de refrigerante.

- Ah.-exclamou.- Droga. Por que as pessoas deixam lixo na praia?

E resmungando, jogou a lata longe, acertando-a num cesto de lixo há poucos metros dali.

- Humph. Talvez eles nem sequer sabem acertar o alvo.-gabou-se, empurrando seu cabelo para trás. - Mas, Ellie, vamos dar uma olhada! Quem sabe a gente não-

- Acabei de achar uma.- disse se levantando, mostrando a garrafa de vidro.- Abra.

Sally tentou tirar a rolha, e apesar dos esforços, não obteve êxito. Tentou uma, duas e três vezes, e não sentiu nada se mexer. Com o rosto quase vermelho e com dentes para fora, entregou a garrafa para Ellie.

- Cara, tenta você. -e estendeu o braço.

Ellie pega e analisa a garrafa, que reluziu com a luz da manhã. Abaixou o braço e estendeu um dedo. De sua luva, surge uma longa ponta afiada, e lentamente perfura a rolha. Começou então a girar, e ouviu um som e a rolha saiu. Com um sorriso, virou a garrafa e pega o papel que estava dentro.

Entregou a garrafa a Sally, que se curvou para ler o papel.

“Se você estiver lendo isso, eu exijo um desafio.

Maze Cave, é o nome do lugar. E eu espero você(s), explorador(a)(es)(as), para um bom duelo.

Ps: Está tudo muito quieto, então não demorem.”

-Cara, nem está assinado!

-Bem, essa pessoa é bem... Enigmática né?-e virou o papel, verificando se não havia mais informações.

-E você gosta de mistérios ne, Ellie?

Ellie guardou o bilhete na bolsa, com um sorriso discreto nos lábios. Virou-se e começou a andar para Crossroads.


***


Após algum tempo, a dupla chegara em um campo, que estava á frente á uma grandiosa caverna. Havia cristais, de pontas afiadas apontadas para o alto, azuis. Conforme se aproximaram, as pequeninas rochas no inicio se tornaram médias á grandes monumentos, erguidos, e também desgastados pela ação de vento e chuvas.

Seguiram a trilha, e ao ficarem de frente para a entrada, pararam e releram o bilhete. Quando terminaram, acenaram com as cabeças e correram.


·         * * *


Na primeira meia hora, a caverna estava silenciosa. Tão silenciosa que os ouvidos de Sally coçaram, de irritação. Resmungou algo que seria inaudível, mas as palavras ecoaram e Ellie riu levemente.

- Não é a toa que realmente está bem chato... Bem, tem rochas muito interessantes aqui, além de começar a ficar bem escuro, mas-

-ELLIE.-debochou Sally.- O cara tava certo. Isso aqui é um tédio.

- Eu sei Sally. Mas tenho certeza que esse Pokémon deve ser um bom oponente não?

- Você tem alguma ideia de quem seja?

- Hum.... Agora que você falou.... E se fosse um Gyarados?

- Nunca ouvi falar.-falou, virando a direita.

- Espero que nunca vejo um também, de preferencia, enfurecido.

- E se fosse um Pokémon do tipo terra? Ou pedra? Não faz mais sentido, por estarmos numa caverna?

Ellie parou, levando a mão ao queixo.

- Até pode ser. Mas por ser um desafio, qualquer Pokémon pode escolher aonde quiser lutar.

- Então eu espero que não seja um Gyarados...

- Sinceramente-suspirou- Eu nunca lutei com um... Mas já vi do que são capazes quando... Estão bem irritados. E não foi nem um pouco agradável.

- O que eles fizeram?

- Já ouvi casos de inundarem baías, destruindo casas com seus Hydro Pumps, e até rugidos que te deixam surda.

- Olha, isso seria bem legal agora ne?-e parou.

- .... Definitivamente não, Sally...

A caverna ficou escura, obrigando-a pegar sua Explorer Badge e iluminar o caminho a frente. Olhou para o teto, não elevando muito a luz, e suspirou aliviada. Não havia nenhum Zubat dormindo.

Se tivesse, então teriam que ser mais silenciosas do que a própria caverna.

- Eu acho que qualquer coisa também seria uma boa agora né?-sorriu Sally, cruzando as mãos atrás da cabeça.

- As vezes, algumas missões são melhores do que as outras.

- “Mas é nosso trabalho concluí-las.”- e gesticulou com os dedos, fazendo uma careta para Snivy.

Ellie apenas fez uma cara de descrença e levou a mão ao coração.

Com um brilho nos olhos, retrucou:

- “Lute comigo Ashara!”

Sally então a encarou e fazendo um beicinho, colocou a mão na cabeça, com uma pose indefesa.

- “OH, se ao menos tivesse um policial pra me acompanhar nas missoes já que minha melhor amiga está no hospital e- OH”-OUCH!-gritou Sally.

Ellie bateu com força na cabeça de Sally, e corada, escondeu o rosto. Sally riu alto, se jogando no chão cobrindo a barriga.

- AUAHAHHAHAAHAHAHAHAHAH! Eu te peguei nessa! HAUAHAAUHAH!!

A Snivy nada disse, apenas dando meia volta e empinou a cabeça, frustrada.

Havia caído na brincadeira de Sally, e perdera no segundo Round. Então se lembrou de algo e sorriu maleficamente.

- Hey... Sally.

- UAHAUHAAUHA!!-Ahn, o que foi?-parou, de repente.

Sorrindo, flexionou as pernas.

- Ao menos, eu pegaria o telefone dela. E levaria ele num lugar melhor pra tomar Shakes. -e correu, desviando de um Water Gun.

* * *


- VOLTA. AQUI. ELLIE. -disparou Sally, que continuava a correr.

-OAHAHAHA! VOCÊ QUE COMEÇOU SALLY!-disse, virando a cabeça para trás, apenas um segundo antes de desviar de outro Water Gun. Rindo, Ellie começou a desacelerar. – Okay Sally, 
podemos parar com isso agora.

- SÓ ACABA QUANDO EU DISSER QUE ACABOU.- disse a plenos pulmões, também diminuindo seu ritmo da corrida. Quando parou, apoiou as mãos no joelho, e respirou fundo. Levantou um dedo. – Agora sim. Puf...Puf...Agora acabou.

Com um sorriso, Ellie estende uma mão para Sally, que aceita e se recompõe com uma longa inspiração.

- Agora sim. Puf... Puf... Eu definitivamente preciso treinar mais.

- Devemos estar perto. Bem, vamos indo. Tenho quase certeza que atravessamos a Dungeon inteira só na brincadeira.

Sally, após se recompor, ergue a cabeça e fareja o ar. Ellie não havia percebido nada de diferente, mas para Sally, aquilo era... Familiar. Então, avançou alguns passos e sentiu sua pele eriçar.

"Eu conheço isso. Não, eu realmente...."

E sem olhar para trás, Sally diz:

- ....Ellie. Tem algo bem... Diferente aqui.

- Diferente? Diferente como?

- ...É familiar...

- Isso é estranho. –Ellie volta a caminhar e deposita a mão no ombro de Sally. – De qualquer maneira, é melhor a gente ir.

- Certo.

Voltando a caminhada, Sally ficara mais atenta, e conforme seguiam para a parte escura da caverna, tudo ficara mais silencioso que antes. Em pleno breu, Sally diminuía os passos, até que parou completamente.

- Ellie, se abaixa!-disparou, e viu somente um borrão surgir atrás da parceira.

Rapidamente, Ellie se joga no chão, por impulso, e sentiu algo úmido no ar.

- GHAAAAAAAA!!!!-guinchou a criatura.

O Water Gun acertara em cheio, e ouvira um baque no chão. Rapidamente aponta a luz da Explorer Bagde, e quase recuou.

A criatura ergueu os olhos, totalmente negros, sem vida. Não conseguiu ver as cores que a compunham, somente uma boca cheia de dentes afiados. E então  guinchou.

Com suas garras enormes e finas, olhou para o chão e começou a cavar, e em poucos segundos, sumira de vista.

- ELLIE, VOCÊ VIU AQUILO?!-pergunta Sally, estática.

- ...Vi sim Sally.- responde, ainda em choque.

- MANO, O QUE ERA AQUILO?!-gritou, apertando os cabelos.

- Não tenho a menor ideia Sally. –disse, se levantando e tirando a poeira do corpo. Com calma, mas ainda tremendo, pegou o pulso de Sally e voltou a andar. – Não podemos perder tempo. Temos que ir até o final!

- Mas e se aquilo aparecer de novo?!

Dando uma rápida virada, sorri levemente:

- Então a gente acaba com isso. Mas temos que ir indo agora.

- ...Certo....- e se soltou, olhando para o chão, vendo marcas e arranhões.- Hey, você notou isso?- e apontou a luz para baixo.

Surpresa, Ellie se abaixa e começa a analisar os riscos. Não havia apenas um tipo de marca. Parecia que havia tido uma luta, não há muito tempo. Passando os dedos, viu que os sulcos eram relativamente profundos, e quando se deu conta, estavam por toda a caverna.

Não era toa, quando ergueu a insígnia, a luz atingiu outras inúmeras marcas e rachaduras.
Cobrindo a mão, Ellie suprime quais quer palavras e reações. Sally olhou e rodou algumas vezes. Concluiu, que precisavam se apressar.

- É, é melhor a gente correr mesmo.

Agora fora a sua vez de pegar o pulso de Ellie e correr.


* * *


Não encontraram buracos, nem Pokémon, somente mais escuridão. Também algumas marcas, mas de um único tipo.

Quando ouviram um som, um lamento,  pararam imediatamente.

- ... De onde vem?-indaga Ellie.

Então, em silencio, deram passos lentos, até entrarem em um único corredor, grande e com um pouco de claridade. Nesse caminho, guardaram as  insígnias e aceleram os passos quando estavam no final.

Ao entrarem na grande sala, rochosa, com um ponto de entrada de luz no teto, avistaram um Pokémon em posição fetal. Ele gemia e estava com os olhos fechados.

Estava com marcas e arranhões, alguns chegando a sangrar e outros, mais leves. Além de alguns outros hematomas, como o braço direito inchado, mais amarelado e roxo do que a própria pele do Pokémon. Não era a toa, havia sofrido graves machucados, e sequer se mexia.

Pelas características físicas- do que se conseguiu analisar- a barbatana nas costas indicava que era uma Gabite fêmea.

- Hey... Como isso aconteceu?-pergunta Ellie, com a curiosidade transbordando nos olhos.

- Priemiro a gente ajuda Ellie.-responde Sally, pegando na mochila quaisquer kit de primeiros socorros que visse. Agachou e começou a pegar alguns panos e frascos.

Ellie apenas observou a parceira, que se agilizou.

- Espera Sally, tive uma ideia.

A Gabite tentou se mexer, recuando assustada, mas falhou. Ellie deu um sorriso calmo e estendeu as mãos.

- Isso vai tirar as dores. Ao menos, a maioria. Depois, Sally e eu te enfaixamos okay?

Fechando os olhos, a Gabite assentiu grunhindo, embora tremesse. Não que pudesse sequer se mover.

Remexendo em sua mochila, a Snivy achou seu frasco com um liquido roxo, viscoso. Pediu para que a Gabite abrisse a boca, onde deixou cair algumas gotas.

- Agora deixa comigo. –se prontificou Sally.

Agilmente, limpou alguns ferimentos e os enrolou com faixas, ainda continuando, mas levemente, quando a Gabite guinchou.  Logo em seguida, colocou um bandeide colorido no nariz, e Sally sorriu.

Alguns minutos depois, Sally bateu as mãos e guardou os objetos. A Gabite tentou se levantar, e Ellie auxiliou, empurrando levemente o torço. Sentada, a réptil respirava, algumas lentas inspirações e rápidas expirações, de olhos fechados.

-Você consegue se levantar?-pergunta Sally.

A vitima mexeu a cabeça levemente, negando.

- Ainda doi?- e ela repetiu o mesmo movimento.

- Nesse caso, a gente vai te levar pra Guilda.-dito isso, Gabite guinchou, e fechou os olhos. Acenava negativamente, sem parar.

- HEY HEY! Okay, a gente não vai á lugar nenhum okay?

Então quando tudo ficou silencioso, a dupla se sentou, fazendo uma roda junto com a Gabite.

- ... Você consegue dizer oque aconteceu?-indaga Ellie, curvando a cabeça.

- ... Eu...

Percebendo a concentração da dupla, corou e abaixou a cabeça. Sally sorriu e olhou para Ellie.

- Bem, qual o seu nome?

- ... Amélie.-sussurrou, com sua voz cansada.

- Bem, Amélie, como isso aconteceu?

- ... Eu estava esperando um oponente, que recebeu a minha carta. Acontece que chegou um Pokémon idêntico a mim. O pior, é que ele era muito, muito mais forte que eu. Os golpes eram um pouco diferentes... E quando me dei conta, estava...-e a palavra que iria falar, parecia amarga em sua boca.- ... fugindo.

- ...Idêntico a você? De repente ele não tinha alguma marca que o diferenciasse?-pergunta Ellie.

- Era muito parecido. Embora, o cheiro era diferente... Embora o grunhido era mais fino. Mas foi... horrível. Quando me levantei para lutar, ela estava dando o segundo golpe! 

- ... Imagino.-suspira Ellie.- Mas bem, acho que chegamos a tempo de te salvar não é mesmo?

A Gabite abaixou os ombros, desviando o olhar. Então, murmurou:

- Eu agradeço. Posso... ao menos saber o nome de vocês?

- Eu sou Sally. E essa ai é a Ellie. Somos o Team BraveHeart!

- Vocês são um nome Team?

- Exatamente.-se prontifica a Snivy. – Ainda não tivemos muitas missões, mas isso logo vai ser ao contrário. Não é Sally?

- É isso aê.-e passou a mão pelo cabelo, o jogando para trás, com orgulho.- Quando a gente se der conta, vamos estar entre os melhores.

- Uau.-exclama Amelie. – Eu ouvi dizer que os Team estão... desaparecendo.

- C-Como assim?-gagueja Sally.

- Alguns entraram em algumas Dungeons e nunca mais voltaram. Alguns então sumiram da noite pro dia. Quando eu sai da caverna, ouvi noticias assim. Mas nunca se sabe... 

- ...Bem... A gente sabe se virar, né Sally?

- É claro que sim. Não vamos desistir assim tão fácil!

- Mas... Até quanto irão persistir...?

- Bem, até a gente dizer chega. Mas vai ser uma boa pernada até lá na Ellie?

Ellie concordou, acenando a cabeça. Cruzou os braços, com um sorriso fino.

- Então, Amélie, você já está melhor?

- Graças a vocês, eu vou viver.-falou, sincera.

- Nesse caso, é melhor a gente ir indo embora. Charles deve estar arrancando as penas.

- Eu não duvido. –dito isso, a dupla se levanta e acena para a Gabite.

- Até uma próxima Amélie. –e acionou o dispositivo, sentindo uma luz azul a envolve-la, e desapareceu.

Alguns minutos depois, Gabite consegue se levantar, normalmente. Flexionou os braços e as pernas, e não sentia mais dor. Embora, a garganta começou a ficar seca. Retirou algumas faixas, que começaram a pinicar.

Então, deu meia volta e caminhou lentamente para a saída da caverna. Silenciosa, desaparecendo na escuridão, já conhecida. Precisaria de um bom descanso.

Afinal, amanhã seria um outro dia.









Fanart#3

Fanart#3




Nome: Virgínia Cardoso (Autora)
Idade: 18
Estado: São Paulo
Técnica: Paint Tool Sai


Comentário da Autora:


Quanto tempo faz que eu não posto nada? 

(Meu Deus, uns 2 meses, por ai)

Bom, eu decidi encarar os mes fantasmas interiores como a Arte Digital abrir o Paint Tool Sai e fazer algo. Pensei na Sallly e depois de algum tempo, eu finalmente terminei. 

Eu sempre olho pros meus desenhos e em certo ponto penso que não estão bons. Pricipalmente, porque eu não entendo bulhufas de como o Paint Tool Sai funciona! (huahauhauhauah)

Mas aos poucos eu chego lá, acredito eu. (:v!)

Em relação a Fanart, Sally ficou uma mistura de Ruby Rose(RWBY), Regina Mills(OUAT) e eu nem sei mais o que. É estranho como não consigo pegar um traço único nela. (Tanto que esse foi um dos motivos que levou a eu refazer a fanfiction)

Enfim, era só isso. ;)

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